03.10.2026

100 anos – Comemoração oficial

Ir. Francine-Marie Cooper
Alemanha

Com uma missa pontifícia festiva, uma cerimônia comemorativa e uma tarde de encontro, as Irmãs de Maria de Schoenstatt celebraram, no dia 3 de outubro, seu centenário. Irmãs de diversos países, membros da Família Internacional de Schoenstatt, representantes da Igreja e da sociedade, bem como familiares e amigos, se reuniram no Monte Schoenstatt para, juntos, relembrar a história da comunidade e voltar o olhar para o seu futuro.

Missa solene com o Cardeal Koch

O dia festivo começou com uma missa pontifícia internacional na Igreja dos Peregrinos. O presidente da celebração foi o Cardeal Kurt Koch, de Roma. Junto a ele concelebraram, entre outros, o Arcebispo Vincent Dollmann, de Cambrai (França), o Bispo Jan Vokál, de Hradec Králové (República Tcheca), o Bispo Krzysztof Zadarko, de Koszalin (Polônia), os Bispos Josef Clemens, Ulrich Neymeyr, Wolfgang Ipolt, Michael Gerber, bem como os Bispos Auxiliares Thomas-Maria Renz e Jörg Michael Peters, da Alemanha. Também o Pe. Alexandre Awi Mello, presidente da Presidência Geral da Obra Internacional de Schoenstatt, o Pe. Zenon Hanas, reitor geral da Congregação dos Pallotinos, e o Dr. Bernd Biberger, diretor geral do Instituto Secular das Irmãs de Maria de Schoenstatt, estavam entre os concelebrantes.

No início da celebração, dez Irmãs de diferentes países e culturas levaram uma luz até a imagem da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. A luz simbolizava a gratidão pelos primeiros cem anos e a confiança de que Maria continuará guiando a comunidade em sua jornada futura.

A leitura da Carta aos Efésios e o Evangelho sobre a visita de Maria a Isabel constituíram o contexto bíblico da homilia do Cardeal Koch.

“Como Maria e com Maria, levar Cristo aos homens”

Em sua homilia, o Cardeal Koch associou uma memória de gratidão a uma visão de futuro cheia de esperança. A comunidade, fundada em 1926 pelo Pe. José Kentenich, juntamente com 18 mulheres, experimentou um forte crescimento poucos anos depois do seu surgimento. O jubileu é, portanto, uma ocasião para entregar com gratidão os últimos cem anos nas mãos de Deus. Ao mesmo tempo, Koch fez referência ao lema jubilar, “Maria – Luz da nossa esperança”, e a Maria como a “nova Eva”, que, por meio de sua fé, aponta o caminho para uma nova vida.

Partindo do Evangelho sobre a visita de Maria a Isabel, o Cardeal destacou a alegria como um fruto da graça. Maria não guardava para si o que havia recebido de Deus. Ela partia em missão e levava Cristo a outras pessoas. Koch enfatizou especialmente que Maria “correu” até Isabel. A partir disso, ele deduziu que os anseios de Deus devem ser prioridade para os cristãos.

Nisso, ele também via a missão especial das Irmãs de Maria. Maria leva Cristo aos homens – e foi exatamente nisso que o Pe. Kentenich, desde o início, viu a missão das Irmãs: levar Cristo aos homens e conduzi-los à sua proximidade. Mesmo depois de cem anos, essa tarefa não perdeu nada de sua atualidade. O que é decisivo, nesse contexto, não é apenas a transmissão dos conteúdos da fé, mas uma vida cristã autêntica, que dê testemunho a partir da própria amizade com Cristo.

Koch lembrou, ao mesmo tempo, que a comunidade enfrenta hoje desafios diferentes daqueles de seus primeiros anos. A diminuição do número de vocações e as mudanças na Igreja e na sociedade fazem parte da situação atual. É justamente nisso que reside o convite para confiar novamente na graça de Deus. Sua reflexão sobre as Irmãs de Maria culminou em um agradecimento pelo testemunho delas nos últimos cem anos e pelo seu serviço no presente e no futuro.

Cerimônia comemorativa: 100 anos – ontem, hoje, amanhã

Após um intervalo e pausa para o café, a cerimônia teve início às 11h45, sob o título “100 anos das Irmãs de Maria de Schoenstatt – ontem. hoje. amanhã”. Entre os convidados de honra estavam, além dos bispos, o ministro de Estado Achim Schwickert (Renânia-Palatinado), representantes do município e da cidade de Vallendar, outros representantes da política e da economia, bem como personalidades da vida eclesial. Também participaram os Pallotinos, membros da Presidência Geral e Regional da Obra de Schoenstatt e outros convidados.

Após as palavras de boas-vindas da Superiora Geral e do Diretor Geral, uma apresentação internacional com vídeo, entrevistas, testemunhas da época e música proporcionou uma visão histórica da comunidade. O discurso solene ficou a cargo da Superiora Geral, Ir. M. Joanna Buckley.

Seguiram-se várias palavras de boas-vindas.

Quem deu início ao evento foi o ministro do Interior da Renânia-Palatinado, Achim Schwickert. Ele prestou homenagem às pessoas que, conscientemente, optaram por uma vida com Deus, pela convivência em comunidade e pelo serviço ao próximo. Desde sua fundação, as Irmãs de Maria confiam na intercessão e na companhia de Maria. Schwickert vê nisso uma atitude que concede liberdade às pessoas e lhes permite trilhar seu caminho junto com Deus.

Ministro do Interior da Renânia-Palatinado, Achim Schwickert

O Pe. Zenon Hanas, Reitor Geral dos Pallotinos, destacou em sua saudação o estreito vínculo espiritual e histórico entre as duas comunidades. Em seus encontros com comunidades pallotinas em diversos continentes, ele sempre se depara com as Irmãs de Maria de Schoenstatt. As raízes espirituais comuns fizeram com que as obras apostólicas de ambas as comunidades se desenvolvessem, em muitos casos, em estreita proximidade.

Pe. Zenon Hanas, Reitor Geral dos Pallotinos

Hanas também retomou o lema jubilar: “Maria – Luz da nossa esperança”. Ele ficou particularmente impressionado com a série de vídeos “Rostos de Esperança”. Para ele, as Irmãs que aparecem nela são “rostos” concretos dessa luz. Para o futuro, ele desejou que a comunidade continuasse, também no século XXI, a ser luz de esperança para as pessoas em busca da fé, e associou a isso o desejo de novas vocações.

Pe. Alexandre Awi Mello, presidente da Presidência Geral do Movimento Internacional de Schoenstatt

O Pe. Alexandre Awi Mello, presidente da Presidência Geral do Movimento Internacional de Schoenstatt, também parabenizou a comunidade em nome da Família de Schoenstatt mundial e dos Padres de Schoenstatt. Ele elogiou a presença diversificada das Irmãs de Maria – desde os Santuários e filiais até a oração e o empenho social e apostólico. Ao mesmo tempo, ele destacou o estreito vínculo entre as duas comunidades e agradeceu pela história comum e pela cooperação.

 

Uma tarde de encontro

Após a cerimônia, os convidados foram convidados para um almoço em conjunto e um café. O acolhimento ocorreu em várias casas de Schoenstatt – na Casa dos Peregrinos, no Marienland, na Casa Mãe e no Centro de Formação. Assim, os convidados se espalharam pela montanha e puderam conhecer também diversas casas e locais da comunidade.

Das 14h30 às 18h, seguiu-se a “Festa do Encontro em torno da Casa Mãe”. Nessa ocasião, as Irmãs de Maria abriram suas casas e ofereceram inúmeras oportunidades para dialogar uns com os outros. Na iniciativa “Uma conversa com as Irmãs de Maria”, os visitantes puderam buscar encontros pessoais em espaços de diálogo. No “Café Plus”, na exposição comemorativa na Casa Mãe e nas visitas guiadas pela Casa do Noviciado, pelo Centro de Formação e pela Casa de Adoração, foi possível vivenciar de perto a história e o presente da comunidade.

As igrejas e os Santuários também estavam abertos. Para as crianças, havia atividades criativas e participativas com as Irmãs de Maria, enquanto o espaço jubilar oferecia outras atrações para serem descobertas. Na Igreja da Adoração, a série “Pausa para Respirar – Palavras, Sons, Silêncio” convidava a momentos de tranquilidade; no palco ao ar livre, tocava-se música de diversos países.

À tarde, houve ainda diversas atividades especiais de diálogo e informação: testemunhas da época relataram pessoalmente a história da comunidade, foi exibido o novo documentário “Von innen her” (De dentro para fora) e, em painéis de discussão, abordou-se a ação social das Irmãs de Maria, bem como seu trabalho nos Santuários de Schoenstatt em todo o mundo. Outro ponto do programa foi dedicado à vida e à trajetória da Ir. M. Emilie Engel.

Assim, o segundo dia do jubileu não se limitou a uma retrospectiva de 100 anos de história. Ao contrário, o convívio aberto à tarde deixou bem claro como as relações das Irmãs de Maria com pessoas, lugares e tarefas se tornaram cada vez mais diversificadas – e conferiu ao jubileu um caráter pessoal e internacional.

Fotos Ir. Francine-Marie Cooper