25.09.2023

“Por meio de nós, percorre nosso tempo…”

Ir. M. Elinor Grimm
Alemanha

Pequenas experiências em Dachau

e nas estradas

Suas explicações fizeram uma grande diferença.

Depois de um passeio por Dachau, com estudantes, eu queria ir para casa. Mas, uma senhora se aproximou de mim, feliz por ter me reconhecido como Irmã de Maria, devido ao nosso traje. Ela pertence a União de Famílias, no Brasil. Eles vieram de Schoenstatt e queriam visitar o Campo de Dachau, antes de continuar sua viagem para outros locais. No impulso do momento, acompanhei-os, mostrando e explicando-lhes pelo menos os lugares mais importantes ali. Graças a Deus não estava tão quente como nos dias anteriores. Mas, o Campo estava superlotado!

Essa senhora conseguiu aproveitar alguma coisa disso e, com o MPHC, conseguimos nos entender, apesar da diferença de idiomas. Ela ela e seu esposo estavam acompanhados por dois adolescentes, por isso, tentei ser atenciosa com eles também. Infelizmente, desta vez não tive um flyer em português ou espanhol comigo. A família agradeceu muito! Alegramo-nos com a atuação tão perfeita da Divina Providência, que realmente nos deu esse “presente do MTA”! Quando já estava em casa, enviei-lhes um e-mail com algum material em português. A senhora agradeceu carinhosamente e, entre outras coisas, escreveu:

“… Agradecemos a Deus por sua atenção a nós, em Dachau. A MTA cuidou muito bem da nossa viagem e podemos dizer que a senhora foi um presente para nós…

Graças a Deus tivemos um ótimo feriado. Depois da Alemanha, visitamos uma sobrinha na Espanha e, em seguida, deixamos nossa filha na JMJ de Lisboa.

Obrigada novamente por seu altruísmo e por nos deicar seu tempo, guiandos-nos na visita em Dachau. Sua presença e suas explicações fizeram uma grande diferença. Que o bom Deus a recompense.

Fique com Deus e sob os cuidados do nosso MTA…”

Uma Obra de Mestre da Divina Providência

Algumas semanas depois, tive uma experiência semelhante com uma jovem alemã! Eu estava a caminho, para um almoço com os Padres de Schoenstatt, vindos de Burundi. Diante do portão do Campo de Concentração, onde está a frase”Arbeit macht frei”, uma jovem veio ao meu encontro e perguntou emocionada: Onde posso encontrar o Pe. Kentenich? Eu rezei tanto para que desse certo minha visita aqui e agora eu vejo a senhora!” Ela estava visivelmente tocada e me disse, brevemente, que pertenceu à Juventude de Schoenstatt. Graças a Deus, desta vez eu tinha um material comigo. Percebi que ela conseguiria caminhar por ali sozinha, lhe dei o informativo e fui ao almoço com os padres, que me aguardavam. Mais uma vez, fiquei impressionada com a “ação precisa da Divina Providência”, pois eu passava pelo portão no exato momento em que essa jovem chegou.

Pequenas dádivas durante o percurso

Eu estava a caminho do médico, com uma Irmã idosa, e queria ver onde podia pagar a vaga do estacionamento, pois a nota que eu tinha precisava ser trocada por uma de valor menor, porque o caixa automático não fornecia troco. Onde trocar? Olhei em volta para ver se via alguma loja, vi uma barbearia pequena e entrei. O senhor, era um estrangeiro e estava pronto para me ajudar. Ele perguntou de quantas moedas eu precisava e, sem delongas, inclinou-se e me entregou-me 1,50 €. Fiquei sem palavras! Eu não esperava isso. Dava para ver que ele sentiu-se honrado por uma Irmã ter entrado em sua barbearia. Então, aceitei o presente, agradeci e fiquei feliz com sua bela atitude. Contei para minha coirmã, na sala de espera, e rezamos uma oração de ação de graças. Eu tinha confiado ao Pe. Kentenich a minha preocupação com o estacionamento, por isso, agradeci também a ele. No caminho de volta, vi um carro com as letras “JK” na placa… Era mais uma alegria.

Eu estava fazendo compras no supermercado e notei a presença de um senhor, um tanto despenteado e com uma longa barba. Ele também parecia olhar para mim, mas não disse nada. Havia uma pequena fila no caixa. Quando eu ia pasar o cartão, para pagar, esse senhor tocou-me, sem dizer uma palavra, olhando só para o caixa. Ele pagou a minha compra com o seu cartão. Eu nem entendi o que estava acontecendo, mas, a pessoa do caixa acenou para mim. Agradeci e me senti envergonhada. Depois me alegrei com o presente inesperado que esse senhor me deu.

À noite, fui reabastecer o carro e, uma jovem mãe estava de plantão no posto, com uma filha pequena. A menina me perguntou: “Você é vovó?” Refleti um pouco sobre a pergunta e pensei: Será que eu pareço tão velha ou essa criança me acha parecida com sua avó? Respondi espontaneamente: “Não, mas se eu fosse casada, provavelmente seria avó”. Nesse momento, um senhor de meia-idade estava no caixa, para pagar, parece que ouviu nossa conversa e disse: “Na verdade, você é casada – com o bom Deus”! Fiquei admirada, pois, jamais esperava uma reação dessas! E até a jovem senhora, aparentemente muçulmana, entendeu a situação e reagiu mais ou menos assim: “Sim, eu pensei a mesma coisa, só a criança parece que não sabia…” Despedi-me de forma amigável e voltei para casa. No caminho, senti interiormente uma alegria por essa bela experiência. Lembrei-me de minha vestição, quando meu grande desejo se realizou: ser uma “esposa de Cristo”.