10.07.2018

As catedrais no Brasil celebram o jubileu do Padre Kentenich

Ir. M. Nilza P. da Silva

A vocação de cada Irmã de Maria enlaça a sua vida com o carisma do Fundador, Padre José Kentenich, dando sentido e alegria a tudo o que faz. Por isso, o Ano Kentenich, pelos 50 anos de seu falecimento, é uma oportunidade de expressar a alegria e gratidão por tudo o que Deus concede ao mundo e a Igreja por meio dele.

No Brasil, as Irmãs atuam em quase todas as dioceses e milhões de pessoas, de algum modo, tem um contato com o Padre Kentenich. Por isso, é com grande alegria que muitas dioceses reservam nesse ano um dia especial para agradecer a Deus pelo Padre José Kentenich.

O Cardeal Dom Orani João Tempesta, Rio de Janeiro/RJ, disse na celebração jubilar em sua catedral: “Queremos agradecer a Deus por essa inspiração e pedir por aquele que foi inspirado e que passou por tantas situações, tanto na perseguição da Segunda Guerra Mundial, quanto na incompreensão dos superiores, mas sempre firme, amou até o fim a Igreja (…) Ao celebrarmos 50 anos do falecimento do Pe. Kentenich, nós agradecemos a Deus pela sua vida, pela sua missão e pedimos que Deus o acolha na sua eternidade, que o processo de beatificação que se encaminha possa encontrar o seu resultado o quanto antes”.

As celebrações acontecem também em muitas outras catedrais e paróquias, cada uma lotada de fieis que vem agradecer pelo que recebem no carisma do Padre Kentenich e por sua intercessão. Dom Luiz Antônio Ricci, bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói, diz que devemos agradecer pela vida do Fundador: “Olhar para trás com gratidão e ver as maravilhas que Deus realizou nesta Obra. A gente acredita que esta obra é de Deus.” Mas, também, olhar para o presente e o futuro e assumir o “compromisso de dar continuidade (…) Nós, que fazemos parte dessa grande Família, e fomos escolhidos por Deus, e é Deus que nos chama para dar continuidade a esta Obra.”

Nós podemos beatificar o Padre Kentenich

Dom Roberto Lopes, vigário episcopal e delegado arquiepiscopal para a Causa dos Santos no Rio de Janeiro/RJ, motiva a fazer muitos pedidos ao Padre José Kentenich: “No centenário [da Aliança] eu estive na grande festa em Schoenstatt e algo que me chamou muito a atenção é justamente essa espiritualidade, esse carisma que consegue movimentar as famílias – e como é importante esse testemunho familiar. É evidente que por trás de tudo isso existe um homem que teve uma intuição.

Eu me lembro, quando era jovem estudante em Roma e fui fazer uma pesquisa na Alemanha, fui a Dachau (para o campo de concentração). Sabia da sua história [do Pe. Kentenich], mas fiquei surpreso de ver, fiquei muito emocionado. A questão de seu amor por Maria, vemos grandes reflexos.

Um problema grande, quando você faz um processo [de canonização] com uma figura como o Pe. José Kentenich, é a questão do volume de obras que foram escritas. Existem processos que são mais simples e outros demoram um pouco mais, é evidente que tem que ser trabalhado, ser respeitado o tempo do processo, porque cada caso é um caso.

Agora, quem pressiona é o povo. A impressão que me dá, pelo que escuto, é que há uma expectativa do povo de Deus. O povo tem que incomodar o Pe. José Kentenich pedindo graças e milagres, porque depois, toda a parte de metodologia de trabalho, do processo, se resolve tranquilamente.

Ninguém tem o direito de interromper aquele carisma.

E a gente tem visto isso, especialmente entre os Padres e as Irmãs de Schoenstatt, os membros dos Institutos, a maneira como eles têm levado o carisma adiante. Na celebração desses 50 anos, a nível mundial, o que está acontecendo hoje nas catedrais é justamente isso, um gesto de gratidão, ao mesmo tempo em que é para mostrar à Igreja que o Movimento de Schoenstatt é um Movimento vivo. E a questão da beatificação e canonização virá no seu momento, mas depende também do empenho de cada um, seja das equipes históricas, críticas, dos teólogos.

Vocês têm que incomodar o Padre Kentenich,

porque nós precisamos de graças e milagres. Para a beatificação, é um milagre, então não importa em que ponto está o processo do Pe. Kentenich. E que tenha material suficiente para ser analisado, e isso compete aos teólogos e àqueles que são nomeados. Também rezar para que os bispos da região, na Alemanha, possam colaborar, tendo esse desejo de concretizar esse processo. Temos que incomodar bastante ao Pe. Kentenich.”

Celebrações em ação de graças pela vida e carisma do Padre Kentenich:

Julho:

08/07 – Arquidiocese de Brasília, Catedral Nossa Senhora Aparecida, às 10h, presidida por Dom Sérgio da Rocha

29/07 – Diocese de Picos (Piauí), no Ginásio Esportivo, presidida por Dom Plínio José Luz da Silva

 Agosto:

19/08 – Diocese de Anápolis, Catedral Metropolitana de Anápolis, às 18h, presidida por Dom João Wilke

 Setembro:

08/09 – Diocese de Tianguá, em Ubajara/Ceará

09/09 – Arquidiocese Militar do Brasil, na Catedral Rainha da Paz, às 18h30: Santa Missa, presidida por Dom Fernando Guimarães

15/09 – Arquidiocese de Londrina, Paraná, Catedral Metropolitana de Londrina, às 16h, presidida por Dom Geremias Steinmetz

15/09 – Diocese de Frederico Westphalen/RS, na Catedral Santo Antônio, às 16h30

15/09 – Diocese de Santo Ângelo/RS, na Catedral Santo Anjo da Guarda, às 17h, presidida por Dom Liro Meurer

15/09 – Diocese de Santa Cruz do Sul/RS, na Catedral São João Batista, às 19h, presidida por Dom Aloísio Alberto Dilli

Fotos 1 und Fotos 2