28.06.2019

Percebe-se, que a senhora tem alegria!

de Ir. Ursula-Maria Bitterli, Quarten (Suíça)

Em conversa com Ir. M. Emmanuela Ghioldi
Mutumba (Burundi)

Irmã M. Emmanuela Ghioldi, da Suíça, vive em Burundi, África Central, há quase 25 anos. A caminho em uma conversa com ela, encontramo-nos com três senhoras. Elas estão interessadas em ouvir sobre a irmã da África. Ir. M. Emmanuela é enfermeira e diretora do Centro de Saúde de Mutumba, em Burundi.

Todos os anos, cerca de 20.000 pessoas são tratadas no hospital e no ambulatório. Nascem mais de 600 bebês. Cerca de 5.000 crianças são vacinadas, homens e mulheres são examinados sobre Aids, etc.

Ir. M. Emmanuela vivenciou muito. – „Não sente saudades da Suíça?” perguntaram as senhoras. Espontaneamente ela diz: “Não, quando somos úteis e nos dedicamos, a saudade vai embora”. As três concordaram e lhe responderam: “Sim, percebe-se que a senhora tem alegria na sua tarefa, no seu trabalho!“

Perguntei a Ir. Emmanuela o que lhe dá especial alegria e realização em Burundi. “Quando podemos ajudar os pobres, apoiá-los e quando os doentes recuperam a saúde e irradiam uma nova alegria de vida”. As exigências do Ministério da Saúde causam dificuldades. Muito deve ser registrado e comprovado por escrito. E então, Ir. Emmanuela começa a falar das suas experiências:

Eric, 19 anos:

ele foi baleado em 2015 durante os conflitos no país e ficou paraplégico desde então. Uma senhora que tem três filhos toma conta dele. Agora ele está hospitalizado por um tempo mais prolongado. Irmã Emmanuela cuida dele. Ele tem muitas feridas abertas por estar sentado muito tempo numa cadeira de rodas.

É preciso tempo e paciência até que estas estejam fechadas novamente. “E quando chega a este ponto”, brilham os olhos de Irmã Emmanuela, “alugaremos uma casinha para o Eric. Lá ele mesmo pode gerenciar uma pequena loja, até poder pagar o aluguel sozinho. Ele se alegra e está ansioso por isso!“

Philotée, 5 anos:

Foi hospitalizada por queimaduras graves. Lentamente elas curam e por isso a Philothée está contente. A família não pode pagar o tratamento conseguido por Irmã Emmanuela. A mãe é pobre e agradecida por ela e seu outro filho também serem alimentados durante a estadia de Philotée no hospital.

Révérien, 7 anos:

“Um rosto inteligente e feliz (exceto na foto!)”, diz Irmã Emmanuela. Ele veio para o hospital com um abcesso na perna – infelizmente tarde demais. Como ele é pobre, os pais não podiam pagar pelos cuidados.

O osso já está infectado. As enfermeiras mandam-no para um médico na cidade. Ele quer operá-lo, mas isto custa dinheiro.
Triste, Révérien regressa: “É demasiado caro – tenho de continuar aleijado! Ele ainda não sabe que Ir. Emmanuela já decidiu pagar sua operação.